A tarde desta terça-feira, 1º de setembro de 2026, ficou marcada em Baixa Grande pelo resgate e pela valorização da história do desenvolvimento do município. Foi inaugurado o Museu Casa das Memórias, uma iniciativa do artesão Marcos Reis.
O espaço está localizado às margens da BA-052, a aproximadamente 4,2 quilômetros da sede de Baixa Grande, no sentido Ipirá, e reúne uma coleção de objetos que ajudam a contar parte da história e dos costumes das gerações passadas.
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A implantação do museu contou com incentivo financeiro da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte, Lazer, Turismo e Juventude de Baixa Grande.
No local, estão expostos diversos objetos confeccionados e reunidos pelo artesão Marcos Reis, muitos deles relacionados a atividades que, no passado, eram realizadas de forma manual. Entre as peças estão ferramentas e utensílios utilizados na produção de farinha, trabalhos de carpintaria, preparo de alimentos e outras atividades que fizeram parte do cotidiano das famílias.

Durante a inauguração, visitantes destacaram a importância do espaço para a preservação da memória e para que as novas gerações possam conhecer um pouco mais sobre a vida de seus antepassados.
Para Surama Miranda, o museu representa uma oportunidade de preservar as memórias e, ao mesmo tempo, contribuir para a construção de novas memórias para as gerações atuais e futuras. Ela ficou encantada especialmente com a chamada “cozinha raiz”, montada com panelas de barro e outros utensílios utilizados antigamente no preparo dos alimentos.

A pequena Maria, de apenas 8 anos, também aprovou a visita. Entre as atrações que mais chamaram sua atenção estavam os dois bodes criados no local. “Eles comem as folhas que lhe damos”, comentou a menina.
A aposentada Nice também disse ter gostado do espaço. Ela contou que reconheceu vários objetos expostos e que chegou a trabalhar com alguns deles. Para ela, o museu representa uma oportunidade para que as novas gerações possam conhecer objetos e práticas que fizeram parte da vida de seus antepassados.

Já Tâmara Oliveira destacou que o museu possibilita às pessoas relembrarem o passado. Entre os objetos expostos, ela reconheceu apenas o antigo ferro de passar roupas, utilizado com brasas para aquecer a peça.
Judelson Queiroz parabenizou Marcos Reis pela iniciativa e aproveitou para fazer um convite à população, especialmente às escolas, para que professores e estudantes conheçam o Museu Casa das Memórias.

A iniciativa transforma objetos do cotidiano de outras épocas em instrumentos de preservação da história, permitindo que crianças, jovens e adultos conheçam um pouco mais sobre os costumes, o trabalho e a maneira de viver das gerações que ajudaram a construir a história de Baixa Grande.
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Por: Ediomário Catureba

